A Polícia Federal investiga se Eduardo Aparecido de Almeida, apontado como um dos líderes do PCC, teve participação na organização do mega-assalto à empresa de transporte de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai, ocorrido em abril de 2017.
Conhecido também pelo apelido de Pisca, o brasileiro foi preso em Assunção, na quarta-feira (18), durante uma operação integrada entre a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai e a Polícia Federal.
Segundo as apurações, ele levava uma rotina de alto padrão no país vizinho, enquanto era monitorado pelas autoridades. A suspeita agora é de que sua atuação no crime organizado tenha extrapolado as fronteiras brasileiras e incluído a articulação de ações de grande impacto na região de fronteira.
O caso reforça a atuação transnacional de facções criminosas e a cooperação entre forças de segurança do Brasil e do Paraguai para localizar e capturar suspeitos considerados estratégicos dentro dessas redes.