Se você tem acompanhado as notícias sobre a crise de memória RAM, provavelmente viu diferentes executivos dando seus palpites sobre o quão ruim a situação ainda ficará. Para o CEO da SK hynix, Kwak Noh-jung, o que vimos até agora ainda não é o pior, já que o agravamento virá em 2027 de uma forma que a indústria ainda não viu, já que a demanda não deve cessar tão cedo, podendo passar para a próxima década.
À agência de notícias Reuters, o chefe de uma das três maiores fabricantes de chips de memória do mundo disse que o próximo ano será o "pior na história da indústria de uma perspectiva de suprimento". E adiciona:
"A demanda dos nossos clientes continua aumentando, enquanto nossa capacidade tem limites. Ainda prevemos que a demanda dos clientes permanecerá maior do que nossa capacidade de oferta, mesmo depois de 2030. Mas estamos fazendo o possível para resolver o problema".
A solução para esse problema é a expansão da capacidade de produção através de novas fábricas, algo que leva alguns anos para acontecer, sendo esse um dos principais motivos pelos quais a crise deve demorar a amenizar.
SK hynix planeja fábricas em outros países
Segundo o CEO da SK hynix, essa expansão acontecerá e a empresa cogita alguns países, como os EUA, Japão e o asiático, caso eles atendam às condições impostas pela fabricante. "Ainda não foi decidido nada. Estamos avaliando qual local pode oferecer a maior vantagem comercial", disse Kwak.
Tanto a SK hynix, quanto a principal rival, a Samsung, ambas sul-coreanas, estão dentro de um plano do governo do país para dobrar a capacidade de produção de memória em 5 anos, através de investimento na casa de US$ 260 bilhões para cada empresa.
Depois de uma certa estabilização nos preços de memória DDR5 nos primeiros meses de 2026, a memória RAM DDR5 voltou a encarecer. Hoje, no mercado brasileiro, encontramos kits de 32 GB (2x 16 GB) já passando de R$ 3.500, com algumas promoções e modelos específicos caindo para perto de R$ 3.000.
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