Pocket (Imagem: Divulgação/Pocket)
A Pocket, startup norte-americana apoiada pela Y Combinator, acaba de levantar US$ 11 milhões para competir com a Plaud no segmento de dispositivos para gravação e transcrição de áudio. A rodada foi liderada pela Accel, com participação da própria Y Combinator e de Mati Staniszewski, CEO e cofundador da ElevenLabs.
O objetivo da captação é acelerar a expansão da Pocket e disputar espaço com a líder do setor, que afirma já ter vendido mais de 2 milhões de dispositivos, entre os Plaud Pins e os cartões.
A Pocket vende um gravador em formato de cartão de crédito, no mesmo estilo do gadget da Plaud, por US$ 129 – um pouco abaixo do valor do concorrente, que cobra cerca de US$ 189 pelo produto similar. O cartão se fixa na parte traseira do celular e promete gravações, transcrições e listas de tarefas ilimitadas, sem exigir uma assinatura para as funções básicas. A startup afirma ter vendido mais de 130 mil unidades desde o lançamento do produto, no ano passado.
Para usar o dispositivo, basta prendê-lo ao smartphone e iniciar a gravação durante uma reunião. Depois disso, o aplicativo utiliza IA para transcrever as conversas, gerar resumos, responder perguntas sobre o conteúdo, criar mapas mentais e organizar tarefas.
Apesar de a transcrição básica ser gratuita, a empresa também oferece um plano anual pago, no valor de US$ 200, que libera recursos avançados, como resumos ilimitados por IA, consultas ao assistente, destaques diários e anexos de arquivos.
Para clientes corporativos, a empresa oferece gerenciamento personalizado de fluxos de trabalho, suporte a webhooks e integrações com Google Agenda, Google Drive, OneDrive, Obsidian, Claude e Cursor, além de um servidor MCP (Model Context Protocol) para conectar o assistente de IA a outras bases de dados.
Agora, a Pocket passa a disputar espaço tanto com plataformas de software, como Zoom, Fireflies e Read AI, quanto com fabricantes de dispositivos dedicados, como a própria Plaud, que afirma ter superado US$ 100 milhões em receita recorrente anual com seu software.
A Pocket foi fundada em 2024, em São Francisco, pelos second time founders Akshay Narisetti, co-fundador da startup de anotações Omi, e Gabriel Dymowski, que fundou uma startup de gerenciamento de documentos baseada em blockchain.
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Artigo originalmente publicado em
startups.com.br