Em mais um movimento para se firmar como nome do PL na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, um pré-candidato do partido defendeu que os Estados Unidos bombardem embarcações usadas pelo tráfico na costa brasileira. A declaração, feita em tom de apoio irrestrito à medida, reacendeu o debate sobre soberania nacional e o tipo de resposta adotada no enfrentamento ao crime organizado.
O político foi secretário no governo Cláudio Castro e, ao longo da pré-campanha, tenta construir uma imagem própria, menos associada ao ex-governador. A estratégia ocorre em meio às investigações e acusações de corrupção que cercam a gestão estadual, um tema que tem pressionado aliados e aberto espaço para rearranjos no campo da direita fluminense.
Ao defender uma ação militar estrangeira contra o tráfico, ele aposta em um discurso de confronto que ecoa setores mais duros da segurança pública. A posição, no entanto, também expõe os limites políticos desse tipo de retórica, especialmente quando envolve operações em território ou águas sob influência brasileira.
Na disputa eleitoral do Rio, a segurança pública segue como uma das principais bandeiras, e a fala do pré-candidato mostra que o tema continuará no centro da campanha. Ao mesmo tempo, o episódio amplia a tentativa de distanciamento em relação a Castro, numa busca por identidade política própria em meio ao desgaste do governo estadual.