A construção de um prédio de alto padrão na praia de Guaxuma, em Maceió, provocou críticas depois que imagens divulgadas nas redes sociais mostraram a mudança no visual de um dos acessos mais conhecidos da região. O ponto que antes oferecia uma perspectiva aberta do litoral agora aparece parcialmente bloqueado pela nova edificação.
A reação ganhou força porque a área é cortada pela Rota do Mar, via inaugurada em abril de 2022 com quase seis quilômetros de extensão. O trecho se tornou uma rota estratégica entre Guaxuma e outras áreas do Litoral Norte, ao mesmo tempo em que passou a chamar atenção pelo impacto que obras à beira-mar podem causar no cenário urbano e natural.
Para moradores e internautas, o debate vai além da estética: envolve o tipo de ocupação permitido em áreas valorizadas da orla e os efeitos que empreendimentos desse porte têm sobre a paisagem, o uso coletivo do espaço e a identidade de cartões-postais. Em cidades litorâneas, cada novo volume construído altera não só a vista, mas também a relação das pessoas com o mar.
O episódio reforça uma discussão recorrente em destinos turísticos do país: como conciliar desenvolvimento imobiliário, mobilidade e preservação visual sem perder o que torna esses lugares tão desejados. Em Maceió, a polêmica mostra que a transformação da orla continua sendo acompanhada de perto por quem vive e circula pela região.