A Prefeitura de São Paulo informou que está reavaliando a implantação de um novo Centro TEA na Praça Kaol Sugimoto, no Butantã, zona oeste da capital. O equipamento seria voltado ao atendimento terapêutico de pessoas com transtorno do espectro autista.
A iniciativa passou a ser contestada por moradores e frequentadores da região, que se mobilizaram em defesa da preservação da área verde. A principal preocupação é que a obra possa atingir árvores nativas e alterar um espaço de mata remanescente em meio ao bairro.
O debate expõe um dilema comum nas grandes cidades: como ampliar a rede de atendimento especializado sem ignorar o impacto urbano e ambiental das intervenções. No caso do Butantã, a comunidade pede que o poder público busque outro endereço para o serviço.
Enquanto a análise é refeita, o episódio também reacende a discussão sobre planejamento urbano, preservação ambiental e acesso a políticas públicas para pessoas com autismo. A expectativa é de que qualquer decisão considere tanto a necessidade do atendimento quanto a proteção do patrimônio verde da região.