Depois de avançar no Congresso Nacional, o projeto de lei que veta o foie gras entrou na reta final e agora depende da assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta mira um produto associado à gastronomia de luxo, mas que há anos é alvo de críticas por causa do método de produção.
O principal ponto de controvérsia é a alimentação forçada de patos e gansos para aumentar o fígado dos animais. Para entidades de proteção animal, a prática não pode ser tratada como detalhe técnico de cozinha, porque envolve sofrimento evitável e contraria padrões mínimos de bem-estar na criação de aves.
A mobilização pela sanção ganhou força com campanhas de organizações da sociedade civil e de ativistas que defendem uma legislação mais rigorosa sobre crueldade animal. Eles argumentam que a aprovação do texto representaria um sinal importante de que o país está disposto a rever costumes culinários quando eles entram em conflito com a proteção aos animais.
Se sancionada, a norma pode ampliar a pressão sobre restaurantes e importadores que ainda trabalham com o produto, além de reforçar uma tendência já observada em diferentes países e cidades: a de restringir alimentos obtidos por práticas consideradas incompatíveis com o bem-estar animal. Agora, a decisão está nas mãos do Planalto.