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PS2 vs GameCube: quem tinha os exclusivos mais fortes

Redação Recifes
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PS2 vs GameCube: quem tinha os exclusivos mais fortes

O PS2 pode ter sido o videogame mais vendido de todos os tempos, mas será que o GameCube representou um fracasso completo perante o rival? Ou os seus jogos tinham tanta força quanto o console da Sony?

5 melhores emuladores para jogar GameCube no PC 6 melhores emuladores para jogar Playstation 2 no PC Se por um lado tivemos God of War, Kingdom Hearts e Final Fantasy XII, do outro também era visto sucessos como Super Smash Bros. Melee, The Legend of Zelda: Wind Waker e Metroid Prime. Todos clássicos e considerados as melhores experiências de toda uma geração. Para organizar quem tinha os exclusivos mais fortes, nós do Canaltech trazemos o duelo que promete abalar todas as estruturas: qual plataforma tinha os melhores games? PS2 ou o GameCube? Confira abaixo a análise completa. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- A consolidação do PS2 Quando o PlayStation 2 foi lançado em 2000, todo o mercado já estava rendido ao poder da Sony no mundo dos games. Após o sucesso do PSX, a companhia sabia que dominava o setor e dobrou a aposta com games ainda mais ambiciosos e repletos de ação.

O PS2 era um colosso e foi o console mais vendido de todos os tempos com 160 milhões de unidades (Imagem: Divulgação/Sony) Se víamos seus estúdios first-party trazerem ICO, Shadow of the Colossus e God of War, os parceiros não economizaram nos esforços: a Capcom trouxe Devil May Cry, Square Enix manteve seus Final Fantasy “principais” como exclusivos e a Konami apresentou um novo Silent Hill para o console. Na prática, o PS2 era uma força da natureza — e os números provam isso. Ao seu redor se reuniram os games que todas as crianças e jovens queriam jogar, mesmo que outros consoles trouxessem franquias consolidadas. A mistura entre o novo e o inédito chamavam a atenção, o que aproximava o console ainda mais do público. Não era apenas um legado que a Sony queria manter — como a Big N fazia parecer —, mas sim “inovação”. Voltaram hits como FF, Silent Hill, Metal Gear Solid e outros, assim como surgiram Kratos, Dante, Sora e outros grandes heróis que conquistaram toda uma nova geração de fãs.

A Sony fortalecia isso ainda mais com acordos agressivos, que atraíam uma grande parte da indústria com recursos de ponta e uma novidade que chamava a atenção: o multiplayer online. Assim como nos PCs, era possível disputar partidas de Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII com os amigos pela rede.

Isso sem contar a maré de acessórios que viraram febre. Em qual outro console daquela geração você poderia carregar uma guitarra para jogar o seu Guitar Hero? Não era apenas pela experiência de ligar um videogame e ter alguma aventura, mas sim de ter algo que ia “além” — o que se tornou seu maior diferencial. E olha que sequer mencionamos as grandes adaptações, como é o caso de Battle Stadium D.O.N., The Godfather: The Game e Spider-Man 2 ou de títulos como GTA: San Andreas. Não importa qual era a sua preferência, o PS2 atendia sem qualquer problema.

O videogame que tinha GTA: San Andreas tinha um peso a ser considerado (Imagem: Divulgação/Rockstar) GameCube: o lar dos clássicos Por outro lado, o Nintendo GameCube servia como uma experiência “premium” de todas as franquias que estavam sob o seu guarda-chuva. Você ainda teria Mario, Pokémon, Metroid e outros, mas de uma forma totalmente diferente daquela que já tinha sido vista até então. Super Mario Sunshine, por exemplo, trazia uma abordagem bem diferente para o encanador emblemático. Pokémon XD: Gale of Darkness foi o primeiro RPG para consoles de mesa que toda a série teve. Metroid Prime foi além e abriu um novo leque para Samus Aran: dos FPS. Fire Emblem: Path of Radiance ampliava tudo o que os fãs do RPG tático conheciam e serviu como o game “definitivo” para a sua época. Super Smash Bros. Melee surgiu e fez um estrondoso sucesso antes mesmo de aprendermos o que era um “esport” e como ele se encaixava perfeitamente nessa categoria mais de uma década antes de virar moda. Enquanto isso, víamos games incríveis que acompanhavam sua trajetória de sucesso. Ele pode não ter vendido o mesmo que o rival, mas vale lembrar que Resident Evil 4 nasceu como um exclusivo para a plataforma. Como ignorar uma das maiores obras-primas que a Capcom já concebeu? Além disso, os remakes de Resident Evil e Metal Gear Solid que conhecemos atualmente são baseados na versão lançada com exclusividade no GameCube. Isso sem falar de franquias que estrearam na caixa roxa, como é o caso de Pikmin, Luigi’s Mansion — que ganhou os holofotes pela primeira vez aqui — e Animal Crossing.

Porém, o tempo não foi bondoso com o cubo da Big N. Sem tanto apelo para a indústria, muitos saltaram do barco em determinado momento para tentar a sorte em outras plataformas. A Capcom mesmo, prometeu exclusividade de RE4, Killer7 e Viewtiful Joe e os lançou posteriormente em outras plataformas. Suas vendas também não ajudaram ele a se destacar, com números maiores apenas do que o Dreamcast — o famoso videogame que “derrubou” a SEGA no mercado de consoles. Ou seja, a situação não foi nada simples para a Nintendo antes do surgimento do Wii.

Duelo de duas forças imponentes Ainda que o GameCube não tenha sido um sucesso e lhe tenha faltado apoio, suas franquias seguram a barra geracional sem grandes dificuldades. Não dá para falar que ele desaponta em games, já que tantas experiências dele se tornaram clássicas por várias razões.

Porém, o PS2 “ganha” esta disputa por ter conseguido fazer muito mais sem mascotes, com a criatividade de seus próprios estúdios e pelo apoio das third-parties. Uma biblioteca como a Sony trouxe, nenhuma geração viu algo igual — inclusive, até os dias atuais. O PlayStation 4 até chegou perto, mas nunca superou.

O PS4 foi o que mais chegou perto do PS2, mas ainda assim ambos têm um abismo de distância (Imagem: Divulgação/Sony) Para uma plataforma sem Mario, The Legend of Zelda e Pokémon, o console se deu muito bem contra os rivais. Se levar em consideração que ele não disputava território apenas com a Nintendo, como também tinha entre seus rivais Halo no Xbox e Sonic no Dreamcast, sua vitória não é “pouca coisa”. Isso não quer dizer que o GameCube teve jogos ruins ou ideias falhas, porém o PS2 fez isso muito melhor e sem deixar nenhum fã para trás — de títulos infantis, para jovens, adultos, família e vários outros perfis, ele tinha algo de qualidade para entregar.  Leia a matéria no Canaltech.

Artigo originalmente publicado em canaltech.com.br
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