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Quasicristais magnéticos ganham nova fase sem resfriamento brusco

Redação Recifes
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Quasicristais magnéticos ganham nova fase sem resfriamento brusco

Uma nova etapa da física dos materiais está chamando atenção ao mostrar que quasicristais ferromagnéticos podem surgir de forma mais estável, sem depender do resfriamento ultrarrápido que por muito tempo foi visto como condição quase obrigatória. A descoberta reforça o interesse por essa família de sólidos, conhecida pela ordem interna incomum e pelas simetrias pouco usuais.

Os quasicristais ocupam uma posição singular entre os materiais cristalinos tradicionais e os amorfos. Eles não apresentam a repetição periódica típica dos cristais comuns, mas mantêm uma organização de longo alcance que produz padrões geométricos complexos. É justamente essa estrutura que os torna tão instigantes para estudar propriedades magnéticas.

Até recentemente, o ferromagnetismo nesses sistemas parecia difícil de alcançar. O cenário mudou com a realização de quasicristais icosaédricos à base de ouro, que finalmente exibiram comportamento magnético ferromagnético. Agora, o surgimento de quasicristais ferromagnéticos em volume, sem a etapa de resfriamento rápido, amplia a confiança de que esse magnetismo pode ser investigado com mais controle e estabilidade.

Na prática, isso significa menos dependência de condições extremas de preparação e mais espaço para observar o material com calma, medir respostas magnéticas com precisão e comparar resultados entre diferentes amostras. Para a ciência dos materiais, a mudança é importante porque transforma os quasicristais em uma terceira plataforma de magnetismo, ao lado dos cristais periódicos e dos materiais amorfos.

Artigo originalmente publicado em phys.org
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