A República Democrática do Congo deixou de ser apenas uma promessa exótica do torneio para virar um dos nomes mais comentados desta fase inicial da Copa do Mundo. O empate diante de Portugal, na estreia, não só valeu o primeiro gol da seleção em Mundiais como também colocou o país africano em um patamar inédito na competição.
Na noite desta terça-feira, às 23h de Brasília, o desafio é ainda maior: encarar a Colômbia tentando repetir a dose e ampliar a coleção de surpresas. O resultado anterior serviu como combustível para uma equipe que entra em campo sem a obrigação de vencer, mas com a confiança de quem já mostrou que pode incomodar qualquer favorito.
O discurso no vestiário também combina com esse momento. A seleção congolesa abraçou o papel de zebra e transformou a condição de azarão em motivação. Em vez de recuar diante do favoritismo adversário, o time prefere se agarrar à ideia de competir sem medo e explorar a atmosfera favorável que tem construído entre os torcedores presentes no torneio.
Se contra Portugal o empate teve sabor de conquista histórica, agora a meta é provar que o bom início não foi acaso. Diante da Colômbia, a República Democrática do Congo tenta mostrar que pode ir além da surpresa da estreia e se firmar como uma das histórias mais marcantes desta Copa.