A Receita Federal coloca em circulação nesta sexta-feira (31) mais de R$ 4,61 bilhões em restituições do Imposto de Renda 2026 — o maior volume financeiro já distribuído neste ciclo. Ao todo, 2,74 milhões de contribuintes terão os valores creditados diretamente em conta, encerrando julho com uma injeção relevante na renda das famílias brasileiras.
O pagamento segue a ordem de prioridade estabelecida pela Receita. Os primeiros da fila são os 839.464 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber via PIX — dois recursos que o Fisco incentiva justamente com essa vantagem prática: antecipar a restituição. Em seguida, outros 507.262 declarantes enquadrados em critérios legais de preferência — como idosos, portadores de doenças graves e professores — também têm seus valores quitados neste lote.
O restante do montante vai para 1.396.474 contribuintes sem prioridade formal, atendidos conforme a data de entrega da declaração. Quem entregou a declaração mais cedo e sem pendências tem, naturalmente, mais chance de aparecer nos lotes iniciais. Atrasos ou inconsistências nos dados podem empurrar o contribuinte para as últimas rodadas — ou até para a malha fina.
Para verificar se o CPF está contemplado, basta acessar o portal da Receita Federal (gov.br/receitafederal) ou o aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para Android e iOS. O sistema exibe o banco, a agência e a conta de destino, além do valor a ser creditado. Quem tiver conta-salário ou poupança como destino pode notar um prazo adicional de até um dia útil para a compensação bancária.
Caso a restituição não caia até o dia útil seguinte, a orientação é verificar se os dados bancários informados na declaração estão corretos. Divergências cadastrais são a causa mais comum de devolução dos valores ao Tesouro, exigindo um novo agendamento pelo próprio contribuinte. O calendário oficial da Receita prevê ainda dois lotes adicionais em agosto e setembro para fechar o ciclo de 2026.