Na região de influência da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta, em Porto Primavera, no distrito de Rosana (SP), um trabalho contínuo de recuperação ambiental tem ganhado escala. A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) conduz um programa de reflorestamento que chega a cerca de 500 mil mudas nativas plantadas todos os anos.
A ação faz parte do Programa de Reflorestamento Ciliar e Recomposição de Matas Nativas, voltado à recuperação de áreas impactadas e ao fortalecimento da cobertura vegetal original. Na prática, isso significa devolver diversidade à paisagem, ampliar corredores ecológicos e contribuir para a proteção das margens dos cursos d'água.
O plantio de espécies nativas é um passo importante para reconstruir ecossistemas que levam tempo para se recompor. Além de favorecer a regeneração da flora local, iniciativas como essa ajudam a criar condições mais favoráveis para a fauna, melhorar a estabilidade do solo e reduzir a vulnerabilidade de áreas sensíveis.
Em uma região marcada pela presença de uma grande hidrelétrica, o reflorestamento se torna parte essencial da gestão ambiental de longo prazo. O resultado esperado vai além do número de mudas: trata-se de um esforço para restabelecer funções ecológicas e deixar um legado mais equilibrado para o território.