O governo do Reino Unido decidiu encerrar um programa internacional voltado à educação de meninas e ao fortalecimento do ensino superior feminino, apenas dois anos após sua apresentação. A iniciativa, chamada Strengthening higher education for female empowerment (SHEFE), havia sido anunciada com a promessa de ampliar oportunidades educacionais para cerca de 1 milhão de jovens em países da África, da Ásia e do Oriente Médio.
O cancelamento ocorre em meio a uma revisão mais ampla dos gastos com ajuda externa britânica. Na prática, a decisão desmonta uma política que buscava conectar permanência escolar, formação universitária e autonomia econômica, especialmente em regiões onde barreiras sociais e financeiras continuam afastando meninas da sala de aula.
Ao ser interrompido antes de maturar, o programa deixa dúvidas sobre a continuidade de compromissos assumidos pelo Reino Unido no campo do desenvolvimento internacional. Também expõe a vulnerabilidade de projetos de longo prazo quando prioridades orçamentárias mudam de forma abrupta, ainda mais em áreas que dependem de financiamento externo para funcionar.
Para organizações que atuam com educação de meninas, a medida tende a ser vista como um recuo simbólico e prático. Além de reduzir o alcance de uma política já em implementação, o fim antecipado da iniciativa pode enfraquecer redes locais e regionais que contavam com o apoio britânico para ampliar acesso, permanência e transição de estudantes para o ensino superior.