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Review Monitor Acer Predator Z57 | Imersão que você não está preparado para ter

Redação Recifes
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Review Monitor Acer Predator Z57 | Imersão que você não está preparado para ter

Diferentes monitores passaram pelas minhas mãos nos últimos anos. Desde aqueles bem simples com foco em jogatina competitiva, com foco em velocidade e tela pequena, até modelos com painel QD-OLED com muita tecnologia e qualidade de imagem. Porém nenhum deles chegou perto do que experimentei em termos de imersão com o Acer Predator Z57. Um monitor tão grande, mas tão grande, que você precisa adaptar todo o seu entorno para poder usá-lo adequadamente. O número em seu nome indica o tamanho da tela, e se você não tivesse visto a imagem que abre esse artigo, poderia até imaginar algo como uma TV convencional de hoje. Mas, não, esse monitor não é uma tela 16:9. Estou falando de muito mais: nada menos que super ultrawide, ou seja, proporção 32:9, com resolução altíssima. Dá uma olhada no que achei depois de um mês de uso. Prós Curvatura, mais o tamanho, entregam imersão sem igual Alto falantes potentes e com boa definição Muita definição de imagem com resolução altíssima Tela totalmente ajustável Construção rígida que deixa o monitor estável Contras HDR causa luz branca ao redor do cursor do mouse Sem modo de resolução dupla Por ser grande e pesado, é quase impossível de ser montado por uma pessoa Muito caro para não ter um painel OLED Design e construção Com o corpo da tela feito em plástico e na cor preto fosco, com a base em aço maciço e pesado, já que é preciso suportar uma tela gigante de 57 polegadas, o Acer Predator Z57 é bastante rígido. Geralmente, monitores grandes costumam balançar com facilidade ao batermos na mesa, ou com um vento forte circulando no ambiente. Esse não é o caso desse monitor, que não balança nem o empurrando e isso é essencial para o seu tamanho. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Estou falando de um monitor de proporções absurdas. As fotos aqui nesse texto não conseguem transmitir sua grandiosidade, uma pena. De qualquer forma, ele pesa 12 kg com a base, mais pesado do que um setup comum com tela de 27 polegadas e um gabinete mid tower, como é o meu. Isso significa que você precisa de uma mesa muito bem preparada, e se a minha não fosse de madeira maciça, confesso que teria medo. Monitor Acer Predator Z57 (Raphael Giannotti/Canaltech) Monitor Acer Predator Z57 (Raphael Giannotti/Canaltech) Monitor Acer Predator Z57 (Raphael Giannotti/Canaltech) Monitor Acer Predator Z57 (Raphael Giannotti/Canaltech) Monitor Acer Predator Z57 (Raphael Giannotti/Canaltech) Monitor Acer Predator Z57 (Raphael Giannotti/Canaltech) Monitor Acer Predator Z57 (Raphael Giannotti/Canaltech) Em relação ao tamanho, ele mede nada menos que 131 cm, mais de 1 metro e 30 centímetros. É todo o comprimento da minha mesa. Ou seja, toda a decoração que tenho e o próprio gabinete, foram para o chão. Para um uso confortável, sua mesa precisa ter, pelo menos, 80 cm de profundidade. Do contrário, ficará com o rosto colado na tela. É preciso toda uma organização prévia para comportar esse monstro de monitor. Felizmente, ele é super regulável, então dá para deixá-lo alto caso fique confortável para você. Na verdade, ele proporciona mais ajustes que monitores menores que não ocupam espaço, isso é muito positivo. Tela e qualidade de imagem O Acer Predator Z57 usa painel VA com iluminação traseira de Mini LED. Em geral, existe uma boa reprodução de cores e um preto convincente. Minha principal reclamação é em relação ao HDR, os ajustes de fábrica não são bons o suficiente. Além disso, o cursor do mouse fica com uma áurea branca ao seu redor com a tecnologia está ativada, algo que incomoda quando o fundo é preto. É também possível ver o vazamento de luz típico do VA, mas não incomoda no uso em geral. Para um monitor de mais de R$ 19.000, esperava um painel OLED. A resolução desse monitor é extremamente alta. Verticalmente, é 4K, mas horizontalmente, são praticamente dois 4K, ficando 7680 x 2160. Meu monitor é 4K e a GeForce RTX 5070 dá conta de muito jogo nessa resolução com o DLSS 4, mas os pixels extras dessa resolução adicionam muito mais processamento, até mesmo para uma RTX 5090. Por isso, tive que escolher muito bem os jogos que eu iria jogar. Mais abaixo detalho sobre isso. Já viu esse tanto de jogos juntos assim de uma vez? (Raphael Giannotti/Canaltech) O Crysis original, de 2007, tem suporte nativo a essa resolução (Raphael Giannotti/Canaltech) VA com Mini LED não é nada mal no fim das contas (Raphael Giannotti/Canaltech) A imersão, mais uma vez, é sem igual (Raphael Giannotti/Canaltech) Mesmo sendo gigante, não é possível ver os pixels na tela, algo muito comum em monitores com baixa densidade de pixel por polegada, onde é possível ver, principalmente, o serrilhado nos caracteres e logo de programas. Esse não é o caso desse monitor. Além disso, é importante ficar mais distante dele pelo seu tamanho, e isso ajuda a disfarçar qualquer possibilidade de isso acontecer. Especificações técnicas Tela Tamanho: 57 polegadas Tipo de Painel: VA com Mini LED, curvo (1000R) Resolução: 7680 x 2160 (7K2K) Proporção de Tela: 32:9 Revestimento da Tela: Antirreflexo (fosco) Desempenho Taxa de Atualização: 120 Hz Tempo de Resposta: 1 ms (GTG) Contraste: 3000:1 Brilho: 400 nits, até 1.000 com HDR Tecnologia de Sincronização: AMD FreeSync Premium Cor e imagem Gama de Cores: CDI-P3 98% Profundidade de Cor: 1 bilhão de cores Suporte a HDR: VESA DisplayHDR 1000 Conectividade Portas de Vídeo: 1 x DisplayPort 1.4 e 2 x HDMI 2.1 Portas USB: 1x USB-C 3.2 Gen 2, 4x USB-A 3.2 Gen 2, 1x USB-B Conector de energia Conector de fone de ouvido Recursos e informações adicionais Proteção Ocular: Sim (Acer VisionCare) Ajustes Ergonômicos: Altura, inclinição e rotação Picture in Picture: Sim (e PBP) Montagem VESA: Compatível com 100 mm x 100 mm Comutador KVM: Sim Black Equalizer: Sim Alto falantes: Sim (2x de 10w) Consumo de energia: 44W Dimensões e peso Dimensões com Suporte: 131,4 cm de largura x 58,4 cm de profundidade x 54,5 mm de altura Peso com base: 12 kg Peso sem base: 9 kg Usabilidade e compatibilidade Já deixei bem claro que o Acer Predator Z57 é desafiador quando o assunto é instalação (nem falei que machuquei a lombar na montagem, né? Mesmo com ajuda...). Além disso, navegar em seu menu através dos botões no próprio monitor não é legal (até existe uma aplicação para isso, mas ela é não é nada intuitiva). Mesmo assim, ele é um monitor que proporciona uma imersão absurda em games, além de elevar a produtividade, já que é possível abrir várias janelas na tela de uma só vez. Como seu foco é gamer, essa imersão é o grande destaque. Porém estou falando de um modelo super ultrawide com proporção absurda de 32:9 e isso impacta na compatibilidade dos jogos. Eu sempre escutei que 21:9 (ultrawide) já era uma proporção com baixa adoção pelos desenvolvedores, então comecei a usar o Z57 já com receio. Para a minha surpresa, uma boa quantidade de jogos modernos suporta essa proporção, e testei desde indies até jogos AAA. A imersão é absoluta em todos eles. O problema é que entra no "quando funcionam", já que, sim, muitos ainda não suportam 32:9, principalmente games antigos, e quando suportam, existem problemas. Eu joguei muito Forza Horizon 6, e esse monitor é perfeito para jogos de corrida, mas o game em si tem problemas nessa proporção. Até consigo ilustrá-lo abaixo. Elementos que ficam no canto da tela costumam ficar esticados, como se fosse uma "gambiarra" naquele canto, já que é um pedaço da tela pouco explorado pelos gamers, afinal, essa resolução nem é listada pelo levantamento do Steam. Então por que os desenvolvedores se dedicariam tanto assim, certo? Trecho de Forza Horizon 6 no canto da tela (Raphael Giannotti/Canaltech) Agora o mesmo trecho no centro da tela (Raphael Giannotti/Canaltech) Esse mesmo problema se replicou em quase todos os outros jogos 3D que testei, e isso gera uma certa estranheza. É como se os dois cantos do monitor fossem menosprezados e não entregassem o mesmo nível de qualidade que a parte central, ou até um tanto equivalente a 21:9, que é mais popular. Ou seja, a maior vantagem desse monitor também é a maior desvantagem. Isso sem falar na resolução gigante e sem suporte a uma resolução menor também em 32:9. Concorrentes É possível encontrar o Acer Predator Z57 por volta de R$ 19.000. Essa é uma faixa de preço bastante restrita, com poucos modelos disponíveis no mercado atualmente. Afinal de contas, são para poucos, isso é inegável. Porém escolhi dois modelos para você também considerar nessa faixa de preço. O primeiro deles é o TCL de 57 polegadas, curvo, QLED, com a mesma resolução (7K) e taxa de atualização de imagem (120 Hz), além de HDR com brilho de 1.000 nits como no modelo da Acer. Porém ele consome muito mais, chegando a 135W. Esse monitor tem saído pela mesma faixa de preço do Z57. Compre o monitor da TCL O Samsung Odyssey Neo G9 de 57 polegadas é a outra indicação. Esse modelo também tem uma tela VA com Mini LED, curva de 1000R em proporção 32:9 com resolução 7K2K, mas chegando a 240 Hz. Mesmo sendo do mesmo tamanho, ele pesa cerca de 19 kg e consome até incríveis 300W. Ele pode ser encontrado na casa dos R$ 15.000. Compre o LG UltraGear Evo Vale a pena comprar o monitor Acer Predator Z57? Pelas vantagens e desvantagens, você deve ter percebido que a decisão é um tanto difícil. A imersão proporcionada por esse monitor é absurda, sem igual, mas quando os jogos suportam a proporção igualmente gigante. Além disso, a resolução altíssima é um grande impeditivo para quem tem placas de vídeo abaixo de uma RTX 5070 e RX 9070, por exemplo. Compre o Acer Predator Z57 Outro fator que pesa muito contra o Acer Predator Z57 é seu preço. Gastar quase o equivalente a uma RTX 5090, que é a GPU mais indicada para sua resolução, soa um tanto absurdo. Além disso, por esse preço, merecíamos OLED, mesmo que a combinação de VA com Mini LED não seja ruim. Esse é aquele tipo de veredito: se tem dinheiro de sobra e GPU para isso, vá sem medo, a imersão realmente vale a pena. Leia a matéria no Canaltech.

Artigo originalmente publicado em canaltech.com.br
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