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Rival da Lovable, Base44 aposta em IA própria para se destacar

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Rival da Lovable, Base44 aposta em IA própria para se destacar
App da Base44 | Foto: divulgação Para competir com nomes grandes na arena do vibe coding (como a Lovable), a Base44 resolveu olhar para dentro de casa. A startup, comprada recentemente pela Wix, começou a liberar o seu próprio modelo de IA para os usuários, esboçando o plano de não depender mais de modelos de terceiros para sustentar sua plataforma de criação de aplicações. A decisão da startup israelense chega em um momento em que muitas empresas estão questionando o grau de autonomia (e economia) que possuem ao utilizar modelos de terceiros como base. “Treinar e ser dono do modelo como parte de toda a nossa stack nos dá muito mais espaço para otimizar latência, custo e eficiência”, diz o fundador, Maor Shlomo. O primeiro modelo da Base44, o Base1, foi treinado em uma base gerada a partir de “dezenas de milhões de interações reais de usuários na plataforma”, conforme destaca Maor, e, segundo ele, tem muito a evoluir com a expansão do dataset da companhia à medida que mais usuários usam suas aplicações. “Queremos um modelo mais alinhado ao que achamos certo, mais otimizado para o que os usuários gostam e que seja mais rápido e barato para os clientes do que usar modelos de fronteira como o Opus”, resume o fundador. Para o fundador, a especialização é a vantagem em relação à ameaça de outras plataformas de vibe coding que estão surgindo, especialmente as dos grandes laboratórios, como xAI, Anthropic (Claude Code) e OpenAI (Codex), que também estão de olho nessa oportunidade de mercado. “Os modelos estão evoluindo, mas vão continuar muito genéricos no que conseguem fazer”, dispara Maor. Para a empresa, a posse do modelo também promete margens estruturalmente mais fortes ao longo do tempo, uma promessa de rentabilidade que pode agradar à Wix, que comprou a Base44 no ano passado por US$ 80 milhões, quando a aplicação tinha apenas seis meses de mercado. Os números ajudam a explicar a confiança: a Base44 passou de US$ 150 milhões em receita recorrente anual (ARR) em maio, dois meses depois de cruzar os US$ 100 milhões, ainda atrás da Lovable e seus US$ 500 milhões. Por sua vez, a Lovable sustenta sua aplicação em uma combinação de modelos como Opus e iterações do Gemini — o que inclusive fez diversos desenvolvedores apontarem em fóruns similaridades entre a Lovable e o AI Studio do Google. Mas Shlomo aposta que o “enorme esforço de engenharia” por trás do Base1 vai cravar a Base44 como a única plataforma de vibe coding totalmente verticalizada — e que pode estabelecer um precedente para outros players também treinarem modelos “dentro de casa”. “É o que veremos em players que atingirem maior escala e tiverem dados o suficiente para criá-los”, finaliza. O post Rival da Lovable, Base44 aposta em IA própria para se destacar apareceu primeiro em Startups.
Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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