As adaptações de quadrinhos para o cinema quase nunca chegam à tela exatamente como foram publicadas, e com Supergirl isso não foi diferente. Em entrevista recente, o roteirista do filme falou sobre as alterações feitas em relação a Mulher do Amanhã, HQ que serviu de base para o projeto, e defendeu que certas mudanças eram necessárias para funcionar no formato cinematográfico.
Segundo ele, a ideia não era reproduzir a história página por página, mas traduzir a essência da personagem para uma narrativa mais direta e acessível ao grande público. Isso envolveu ajustes no tom, no ritmo e até em elementos centrais da trama, algo comum quando uma obra precisa sair do espaço seriado dos quadrinhos e ganhar estrutura de blockbuster.
O problema é que essas escolhas não agradaram a todos. Supergirl acumulou avaliações frias, chegando a 55% de aprovação no Rotten Tomatoes, e passou a ser vista como uma das grandes decepções comerciais de 2026. Parte das críticas mirou justamente o distanciamento em relação ao material original, que muitos fãs esperavam ver mais preservado na tela.
Mesmo assim, a discussão em torno do filme reforça um dilema antigo de Hollywood: até que ponto uma adaptação deve ser fiel à fonte e quando é preciso se reinventar para encontrar identidade própria? No caso de Supergirl, o debate já parece tão importante quanto o próprio resultado nas bilheterias.