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Semaglutida no SUS: comissão vai reavaliar uso contra obesidade

Semaglutida no SUS: comissão vai reavaliar uso contra obesidade

O tratamento da obesidade pode voltar ao centro da discussão no Sistema Único de Saúde. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) vai avaliar novamente a entrada das canetas de semaglutida na rede pública, após uma nova proposta da Novo Nordisk com redução de 59% no preço.

A estratégia da fabricante tenta superar o principal obstáculo que travou a primeira análise: o custo elevado do medicamento. Em 2024, o pedido de incorporação foi rejeitado justamente porque a conta não fechava para o sistema público, que precisa equilibrar eficácia clínica, orçamento e amplo acesso aos pacientes.

Ao mesmo tempo, o cenário do remédio mudou no país. Com o fim da patente da semaglutida da Novo Nordisk, a Anvisa aprovou a primeira versão nacional do princípio ativo, abrindo espaço para maior concorrência e, em tese, para uma pressão de baixa sobre os preços. Isso pode influenciar as próximas decisões sobre oferta no SUS.

O debate, porém, vai além do preço da caneta. A eventual incorporação envolve definir quais pacientes poderiam receber o tratamento, em que etapa da obesidade ele seria indicado e como o governo garantiria o uso seguro e racional da tecnologia. Para milhões de brasileiros com excesso de peso e doenças associadas, a resposta pode representar um avanço importante no acesso a terapias mais modernas.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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