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Seu próximo seguro pode depender de uma IA

Redação Recifes
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Seu próximo seguro pode depender de uma IA
Foto: Rodolfo Gaion / Pexels

A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta de automação para assumir um papel estratégico na geração de negócios das seguradoras.

Segundo levantamento da CNseg em parceria com a EY, o setor brasileiro deve investir até R$ 2,8 bilhões em inteligência artificial até o fim de 2026, enquanto cerca de 80% das seguradoras já utilizam IA em alguma etapa da operação, principalmente em atendimento, sinistros e subscrição.

Agora, a tecnologia começa a avançar também para a distribuição de produtos.

Na prática, em vez de direcionar o usuário para formulários ou páginas específicas, agentes de IA conseguem entender o contexto da conversa, identificar necessidades de proteção, responder dúvidas e concluir a contratação dentro do próprio ambiente em que o consumidor já está interagindo.

“O próximo passo da distribuição de seguros é permitir que a inteligência artificial participe da experiência de compra. Não estamos falando apenas de automatizar processos, mas de criar uma nova camada de distribuição baseada em contexto, linguagem natural e personalização. O seguro passa a ser apresentado quando existe contexto. A IA entende a necessidade, explica a cobertura em linguagem simples e pode concluir toda a jornada na própria conversa, seja por texto, voz, imagem ou vídeo”, afirma Mauro D’Ancona, CEO da 180 Seguros.

IA: um uso crescente

Esse movimento acompanha uma mudança mais ampla na forma como a IA vem sendo aplicada no setor. Até pouco tempo, seu uso estava concentrado nos bastidores, acelerando análises e automatizando processos. Agora, a tecnologia começa a ocupar também a linha de frente da experiência do consumidor.

Atualmente, sinistros já passam por regulação automatizada com inteligência artificial, reduzindo o tempo de análise e permitindo que indenizações aprovadas sejam pagas. A IA também auxilia no desenvolvimento de novos produtos, sugerindo coberturas e faixas de preço a partir das características de cada parceiro e de sua base de clientes.

A expectativa é que esse modelo se torne cada vez mais comum à medida que bancos, fintechs e plataformas digitais ampliem o uso de inteligência artificial generativa em seus canais de relacionamento. Segundo a Capgemini, 60% dos consumidores afirmam estar dispostos a compartilhar dados pessoais em troca de coberturas mais personalizadas, indicando que a demanda por experiências contextualizadas deve acelerar a adoção de agentes inteligentes na distribuição de seguros. Nesse cenário, agentes inteligentes deixam de atuar apenas como assistentes virtuais para assumir também um papel ativo na comercialização de produtos financeiros.

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Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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