A busca pelo desempenho máximo leva muitos atletas a explorar procedimentos além do convencional. Um deles é a soroterapia, técnica que injeta substâncias intravenosas para suprir deficiências nutricionais. Embora ganhe destaque quando praticantes de alto nível recorrem a ela, especialistas destacam uma linha tênue entre benefício legítimo e risco real à saúde.
A prática existe há décadas no arsenal terapêutico, com aplicações válidas em cenários clínicos bem definidos. Atletas com diagnóstico confirmado de deficiências específicas — vitaminas, eletrólitos ou minerais — podem se beneficiar da reposição rápida e eficaz via intravenosa. No contexto do treinamento intenso e de competições exaustivas, quando a absorção oral é comprometida ou há depleção acelerada, a soroterapia encontra sua justificativa científica.
O alerta de profissionais de saúde, porém, recai sobre o uso indiscriminado. Corredores amadores e atletas sem avaliação laboratorial prévia que recorrem ao procedimento correm riscos reais: infecções, tromboflebite, desequilíbrio eletrolítico severo e reações alérgicas. O fato de ser praticada por nomes conhecidos não a torna necessária ou segura para a população geral de praticantes de corrida.
A recomendação unânime é clara: antes de qualquer intervenção, procure avaliação de médico do esporte. Testes sanguíneos podem identificar deficiências reais e orientar o tratamento adequado — que na maioria das vezes resolve-se com suplementação oral controlada e ajustes na alimentação. A soroterapia deve ser exceção, não regra, em rotinas de treinamento.