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Stripe, Anthropic e OpenAI apoiam esforço para deter infecções respiratórias

Redação Recifes
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Stripe, Anthropic e OpenAI apoiam esforço para deter infecções respiratórias
Foto: Matheus Bertelli / Pexels

Download E-mail Enviar O resfriado comum atinge todos nós, muitas vezes mais de uma vez por ano. E não há como preveni-lo. O máximo que você pode fazer é tomar vitamina C e ficar longe de pessoas com coriza.

Agora, a empresa de pagamentos Stripe, fundada pelos irmãos Patrick e John Collison, afirma que financiará uma nova organização sem fins lucrativos de US$ 500 milhões, cujo objetivo é prevenir tanto o resfriado comum quanto a gripe. Sua meta final é eliminar completamente os vírus respiratórios. A nova organização, chamada Intercept, usará subsídios e investimentos para apoiar abordagens de prevenção, incluindo vacinas, bem como sistemas de limpeza do ar em larga escala para escolas, escritórios e outros espaços públicos. Além da Stripe, outros financiadores incluem Anthropic, Flu Lab e a OpenAI Foundation, bem como Bill Gates e vários operadores do fundo de investimento quantitativo Jane Street Capital, segundo um porta-voz da Intercept. “Acho que tratamos as infecções respiratórias como um incômodo menor, mas subestimamos muito o peso que elas impõem à sociedade”, diz Nan Ransohoff, executiva da Stripe que lidera a iniciativa ao lado de Charlie Petty, um capitalista de risco que ingressou na Stripe este ano. Em média, as pessoas passam 5% da vida combatendo um resfriado ou uma gripe, segundo Ransohoff. Apesar disso, as empresas farmacêuticas dedicam relativamente pouco esforço à prevenção de resfriados. Parte do problema é que a coriza é causada por mais de 200 vírus diferentes, segundo a American Lung Association, sendo os rinovírus os agentes mais comuns. São tantos que, em geral, não compensa tentar deter qualquer um deles com uma vacina. “Quando as farmacêuticas analisam isso, não parece tão atraente quanto outras coisas nas quais poderiam trabalhar”, diz Ransohoff. “Por isso, não atraiu recursos.” A Stripe organizou anteriormente um programa de US$ 1,8 bilhão chamado Frontier para incentivar o desenvolvimento de tecnologias de remoção de carbono, como forma de combater as mudanças climáticas. Ransohoff afirma que remover carbono da atmosfera e eliminar vírus respiratórios são ações semelhantes, na medida em que ambas são “tecnicamente possíveis”, mas “carecem de incentivos comerciais”. O conceito da Intercept tomou forma depois que Ransohoff começou a conversar com David Veesler, biólogo estrutural e desenvolvedor de vacinas da University of Washington, que argumentou que é possível criar contramedidas amplas que funcionem contra muitos vírus ao mesmo tempo. “Ele basicamente meio que me fisgou intelectualmente”, diz Ransohoff sobre Veesler. “Ele me convenceu de que isso é tecnicamente possível. Também me ajudou a entender que alguns dos motivos pelos quais isso não foi feito antes eram, de certa forma, um problema de incentivo.” Veesler afirma que o conjunto cada vez maior de ferramentas disponíveis aos cientistas inclui medicamentos de RNA, anticorpos e design computacional de proteínas. Por exemplo, uma ideia é criar proteínas capazes de capturar vírus que as pessoas poderiam borrifar nas fossas nasais, para deter os vírus antes que eles causem infecção. “A maioria das pessoas simplesmente aceita esses vírus como parte da vida, e isso nos levou a pensar: precisamos aceitar isso?”, diz Veesler. “Quanto mais pensávamos nisso, mais percebíamos que muitos desses problemas não foram enfrentados com tecnologias modernas.” O projeto se inspira nos esforços para combater o vírus da covid-19, em que o grupo de Veesler esteve entre os envolvidos no rápido desenvolvimento de vacinas, medicamentos antivirais e anticorpos. Segundo Ransohoff, os consultores da Intercept incluirão Peter Marks, ex-alto funcionário da FDA, bem como Moncef Slaoui, o executivo farmacêutico que liderou o esforço dos Estados Unidos para desenvolver vacinas contra o coronavírus, a Operação Warp Speed. Um desafio central para a Intercept será encontrar maneiras de combater muitos vírus de uma só vez. Isso explica o interesse em tecnologias de limpeza do ar, como o uso de luz ultravioleta intensa para inativar vírus. A ideia, segundo o grupo, é removê-los do ar da mesma forma que os municípios removem impurezas do abastecimento de água antes que ela seja encanada até a casa das pessoas. Os Estados Unidos financiam cerca de US$ 6,5 bilhões por ano em pesquisas sobre vírus por meio do National Institute of Allergy and Infectious Disease, ou NIAID. Mas o orçamento dessa agência não cresceu nos últimos anos, deixando mais espaço para a filantropia privada. E os irmãos Collison, da Stripe, tornaram-se alguns dos filantropos mais confiáveis na pesquisa viral. Depois de distribuírem “subsídios rápidos” para ajudar laboratórios durante a pandemia de covid-19, eles posteriormente se juntaram a outros doadores que se comprometeram a destinar US$ 650 milhões para criar o Arc Institute em Palo Alto, na Califórnia, que desenvolveu modelos de IA para pesquisa biológica. “A diversidade dos vírus é simplesmente grande demais e parece intimidadora, então as pessoas nem tentam”, diz Veesler. “Fico feliz que alguém esteja disposto a ajudar os cientistas, sem aceitar o status quo, e a fazer algo diferente.” O post Stripe, Anthropic e OpenAI apoiam esforço para deter infecções respiratórias apareceu primeiro em MIT Technology Review - Brasil.

Artigo originalmente publicado em mittechreview.com.br
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