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Surto nos EUA: parasita microscópico já infectou quase 3 mil pessoas e alface é investigada

Redação Recifes
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Surto nos EUA: parasita microscópico já infectou quase 3 mil pessoas e alface é investigada

Um surto de ciclosporíase preocupa as autoridades sanitárias dos Estados Unidos. Mais de 2,8 mil americanos foram diagnosticados com a doença, provocada pelo parasita microscópico Cyclospora cayetanensis, capaz de desencadear episódios intensos de diarreia aquosa — em alguns casos descrita pelos próprios especialistas do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) como explosiva. O número representa um alerta significativo para a saúde pública no país.

O parasita, invisível a olho nu, contamina alimentos ou água e, uma vez ingerido, instala-se no intestino delgado da vítima. Além da diarreia persistente, os infectados relatam cólicas abdominais, náuseas, fadiga e perda de apetite. Os sintomas podem durar semanas e, sem tratamento adequado, o quadro tende a recidivar. Grupos mais vulneráveis, como idosos e imunossuprimidos, correm risco de complicações mais graves.

Nesta segunda-feira, o Departamento de Saúde do Michigan divulgou os primeiros resultados parciais da investigação em curso, apontando a alface como um dos principais suspeitos na cadeia de transmissão. Verduras folhosas já estiveram no centro de outros surtos de ciclosporíase nos Estados Unidos em anos anteriores, e a hipótese está sendo investigada com análises laboratoriais de amostras coletadas em estabelecimentos relacionados aos casos.

A ciclosporíase não se transmite de pessoa para pessoa — a infecção ocorre exclusivamente pelo consumo de alimentos ou água contaminados com os oocistos do parasita, que precisam de um período de maturação no ambiente antes de se tornarem infecciosos. Por isso, a identificação da fonte de contaminação na cadeia produtiva é fundamental para conter o avanço do surto. Autoridades orientam a população a lavar bem frutas e verduras antes do consumo e a dar preferência por alimentos de origem rastreável.

O CDC segue monitorando a evolução dos casos em conjunto com agências estaduais de saúde e com a FDA (Agência de Vigilância Sanitária e Alimentar dos EUA). Enquanto a investigação avança, médicos reforçam que o diagnóstico precoce é essencial: o tratamento com antibióticos específicos é eficaz, mas depende da identificação correta do parasita, já que seus sintomas podem ser confundidos com outras infecções gastrointestinais comuns.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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