O futebol virou coadjuvante diante da devastação provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela. Em La Guaira, o argentino Lucas Trejo perdeu a esposa, Anina, e os dois filhos, Aarón e Aihnoa, após o desabamento do prédio onde a família morava.
Trejo estava longe de casa quando os tremores ocorreram e, ao saber do colapso do edifício, passou a acompanhar de perto as buscas. A espera por notícias se transformou em horas de angústia, enquanto equipes de resgate, parentes e pessoas próximas vasculhavam os escombros em busca de sobreviventes.
A confirmação da morte da família causou forte comoção entre companheiros de clube e moradores da região. Em situações como essa, a dimensão da tragédia deixa de ser apenas estatística: ganha rosto, nome e história, e revela como os desastres naturais atingem de forma imediata a vida de quem estava em casa, no trabalho ou apenas tentando seguir a rotina.
O caso de Trejo também simboliza o drama vivido por centenas de famílias venezuelanas afetadas pelos tremores. Em meio à destruição, à corrida por desaparecidos e ao luto coletivo, o país vê se multiplicarem histórias de perda que ultrapassam o esporte e ajudam a dimensionar a gravidade da catástrofe.