Os preços do petróleo voltaram a perder força nesta quarta-feira, com o WTI rondando a faixa de US$ 71 e caminhando para o menor fechamento desde o início da guerra no Irã. A pressão veio de uma leitura mais tranquila sobre o tráfego no Estreito de Hormuz, rota por onde passa uma fatia decisiva das exportações de energia do Oriente Médio.
O gatilho mais recente foi uma declaração de Donald Trump, segundo a qual Teerã teria informado Washington de que não pretende cobrar pedágios, seguros adicionais ou outros encargos de embarcações que cruzem o corredor marítimo. A mensagem reforçou a percepção de que o fluxo de petroleiros pode estar se reorganizando, o que tende a aliviar o temor de interrupções mais severas na oferta global.
Além do sinal político, operadores também acompanham a retomada gradual do tráfego de navios na região. Com mais embarcações voltando a cruzar o estreito, o mercado passou a precificar menos risco de escassez imediata, empurrando as cotações para baixo em um momento em que o dólar forte e dúvidas sobre a demanda já pesavam sobre as commodities.
Mesmo assim, o alívio não elimina a cautela. A própria leitura dos negociadores é de que a normalização ainda não está garantida e que o fornecimento do Golfo pode seguir vulnerável a novas tensões. Para investidores, o recuo do petróleo reduz um pouco a pressão inflacionária no curto prazo, mas a volatilidade geopolítica continua sendo um fator central para energia, frete e ativos ligados ao setor.