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Três irmãs centenárias viram pista para entender a longevidade

Três irmãs centenárias viram pista para entender a longevidade

As irmãs Zoraide de Deus Mota, Levita de Deus Nunes e a terceira integrante do trio centenário tornaram-se objeto de interesse da ciência por um motivo que intriga a humanidade há gerações: o que explica uma vida tão longa? Juntas, elas somam 316 anos e acabaram reconhecidas pelo Guinness como o conjunto de irmãos vivos mais velho do mundo.

A história ganhou novo peso com a participação das três no Projeto DNA Longevo, uma pesquisa que busca identificar fatores genéticos associados ao envelhecimento bem-sucedido. A ideia dos cientistas é comparar o material biológico dessas irmãs com o de outras pessoas para encontrar pistas que ajudem a entender por que algumas famílias atravessam tantos anos com mais vitalidade.

O estudo, realizado no Rio de Janeiro, reforça uma linha de pesquisa cada vez mais relevante: longevidade não depende apenas da sorte ou da herança familiar, mas também da combinação entre genética, hábitos de vida, ambiente e acesso à saúde. Ao investigar casos raros como o dessas irmãs, os pesquisadores tentam separar o que é biologia do que é trajetória de vida.

Além do interesse científico, o caso chama atenção por representar um retrato vivo do envelhecimento no Brasil. Em vez de buscar fórmulas milagrosas, a pesquisa aposta em evidências concretas para ajudar a identificar marcadores que, no futuro, possam orientar estratégias de prevenção, cuidado e envelhecimento com mais autonomia.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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