A seleção da Inglaterra se prepara para enfrentar o Panamá neste sábado com uma grande interrogação no setor ofensivo. Após o amargo empate sem gols diante de Gana no Boston Stadium, a torcida e a imprensa clamam pela presença de Bukayo Saka desde o apito inicial. O comandante Thomas Tuchel indicou que o ponta do Arsenal tem plenas condições físicas para começar a partida, mas fez questão de conter o entusiasmo desmedido que cerca o atleta.
Saka iniciou as duas primeiras partidas da Copa do Mundo no banco de reservas e, quando acionado na última rodada, deu uma dinâmica muito mais agressiva a um ataque que vinha se mostrando apático. Apesar de sua movimentação intensa e das chances criadas na reta final do confronto anterior, o jovem atacante não conseguiu furar o bloco defensivo adversário, evidenciando as dificuldades coletivas de criação do English Team em solo americano.
Ciente de que depositar todas as esperanças de reabilitação nos ombros de um único jogador pode ser perigoso, Tuchel adotou um tom cauteloso em sua última entrevista coletiva. O técnico alemão reforçou que o momento exige foco na engrenagem coletiva e que não é hora de individualizar as cobranças ou buscar heróis solitários. Para ele, o poder de fogo da equipe precisa ser restabelecido com uma evolução tática geral do elenco.
Com o confronto de sábado se desenhando como decisivo para as pretensões britânicas no torneio, a provável escalação de Saka surge como um trunfo de velocidade e criatividade. No entanto, o recado da comissão técnica está dado: o favoritismo contra o Panamá só se confirmará se o sistema ofensivo funcionar em sintonia, dividindo a responsabilidade de furar a retranca adversária e garantindo os três pontos cruciais na fase de grupos.