A Ucrânia voltou a acender o sinal de alerta para a capacidade de sua defesa aérea depois do ataque russo de domingo que atingiu Kyiv e arredores. Segundo autoridades locais, 14 pessoas morreram na região da capital, em mais uma noite marcada por explosões, incêndios e danos em áreas residenciais.
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a ofensiva foi uma das mais intensas desde o início da guerra, com o lançamento de 68 mísseis e 351 drones de ataque. A escala do bombardeio reforçou a pressão sobre o sistema antiaéreo ucraniano, que depende de munição cada vez mais disputada para interceptar ameaças em grande volume.
Em meio ao novo balanço de vítimas, o governo ucraniano insiste que a escassez de mísseis interceptadores começa a limitar a resposta defensiva do país. Na prática, isso significa mais dificuldade para proteger centros urbanos, infraestrutura crítica e corredores logísticos sob ataques coordenados e de múltiplas frentes.
O episódio também evidencia a assimetria do conflito: enquanto a Rússia mantém a capacidade de saturar o céu com drones e mísseis, a Ucrânia busca acelerar a reposição de armamentos e ampliar o apoio de aliados. Para Kiev, a disputa no ar segue sendo tão decisiva quanto a frente terrestre.