Último dia: CCBB Brasília reúne mais de 500 obras do revolucionário Torres García
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<p>Se você está em Brasília neste domingo e ainda não passou pelo Centro Cultural Banco do Brasil, este é o momento. A mostra dedicada a Joaquín Torres García — um dos artistas mais provocadores e originais do século XX na América Latina — chega ao seu último dia com mais de 500 peças expostas, entre pinturas, esculturas, desenhos e objetos que juntos constroem um universo visual inconfundível.</p><p>Torres García nasceu em Montevidéu, em 1874, mas foi na Europa que amadureceu sua linguagem artística, dialogando com as vanguardas do modernismo antes de retornar ao continente americano com uma missão quase manifesto: provar que o Sul também tem um eixo, uma identidade, uma vocação própria. É dessa convicção que nasce a obra que dá nome à exposição — um mapa da América do Sul desenhado de ponta-cabeça, com o Sul no topo do mundo. Simples e devastador.</p><p>Percorrer a exposição no CCBB é como assistir ao desenvolvimento de uma consciência artística ao longo de décadas. A curadoria conduz o visitante por fases distintas da obra de Torres García, revelando as influências europeias, a busca por símbolos universais e, finalmente, o retorno às raízes latino-americanas que moldaram seu chamado 'Universalismo Construtivo' — uma síntese entre geometria, arte pré-colombiana e pensamento filosófico.</p><p>Para quem está de passagem por Brasília ou planejou um fim de semana na capital federal, a visita ao CCBB se encaixa com naturalidade num roteiro cultural que a cidade oferece com generosidade. O museu fica no centro cívico, próximo a outros pontos de interesse arquitetônico e histórico, tornando o passeio ainda mais completo. A entrada é gratuita, como é tradição dos CCBBs espalhados pelo Brasil.</p><p>Exposições deste porte e desta densidade raramente circulam pelo país — mais de 500 peças de um único artista num espaço preparado para recebê-las com a atenção que merecem. Se o portal Recifes Viagens tem um conselho para este domingo, é simples: vá. Torres García virou o mapa do mundo de cabeça para baixo para nos lembrar que o ponto de vista muda tudo. A arte dele faz exatamente isso.</p>
Artigo originalmente publicado em
viagemeturismo.abril.com.br