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Unicamp cria modelo capaz de flagrar deepfakes inéditos

Unicamp cria modelo capaz de flagrar deepfakes inéditos

Uma equipe da Unicamp apresentou um modelo de detecção de deepfakes com um diferencial importante: ele não depende apenas de exemplos já conhecidos de manipulação. A proposta é reconhecer sinais sutis que aparecem tanto em imagens autênticas quanto em conteúdos adulterados, ampliando a capacidade de identificar vídeos falsos inéditos.

Na prática, isso significa que o sistema foi pensado para enfrentar um dos principais desafios da área: a rápida evolução das técnicas usadas para fabricar falsificações cada vez mais convincentes. Em vez de ficar limitado a padrões específicos de um tipo de ataque, o modelo busca características mais gerais que ajudam a distinguir o que é real do que foi sinteticamente alterado.

Esse avanço é relevante num cenário em que deepfakes já são usados para espalhar desinformação, manipular reputações e confundir o público em redes sociais e aplicativos de mensagem. Quanto mais sofisticadas as ferramentas de geração de vídeo, maior a necessidade de métodos de defesa que acompanhem essa corrida tecnológica.

Embora ainda caiba verificar como a solução se comporta em larga escala e em diferentes contextos, a pesquisa aponta para uma direção promissora: detectar fraudes digitais não só pelo que já se conhece, mas também pela capacidade de generalizar para ameaças novas. Em um ambiente informacional cada vez mais vulnerável a falsificações, esse tipo de abordagem pode se tornar essencial.

Artigo originalmente publicado em super.abril.com.br
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