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Universidade cria "ouvido biônico" capaz de se conectar ao cérebro humano

Redação Recifes
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Universidade cria "ouvido biônico" capaz de se conectar ao cérebro humano

Pesquisadores da Universidade de Nankai, na China, desenvolveram um "ouvido biônico" que promete criar uma ligação direta entre um sistema artificial e o sistema nervoso para combater a perda auditiva neurossensorial.

O dispositivo, apresentado na revista científica Nature Materials, funciona como uma interface neuromórfica capaz de reproduzir funções do nervo auditivo. Ao detectar sons, interpreta antes de enviá-los ao cérebro e imita o comportamento da audição natural.

Os implantes cocleares convencionais captam o som e o transformam em impulsos elétricos, mas ainda dependem de um nervo auditivo saudável para levar essas informações ao cérebro.

Então essa nova tecnologia foi criada justamente para contornar essa limitação. O sistema reúne diferentes módulos em uma única plataforma, com captação de som, codificação neuromórfica, processamento de linguagem e geração de sinais elétricos compatíveis com neurônios vivos.

Segundo os pesquisadores, o dispositivo simula o funcionamento da cóclea e usa um circuito inspirado nas redes neurais do cérebro para filtrar, analisar e priorizar informações sonoras. Por fim, converte esses dados em impulsos elétricos capazes de estabelecer comunicação com o sistema nervoso.

Testes mostraram compreensão de comandos

Nos testes, após receberem o implante, os coelhos com deficiência auditiva voltaram a perceber sons e passaram a distinguir diferentes comandos de voz. Em resposta às instruções, conseguiram realizar tarefas específicas.

A interface foi capaz de processar informações, diferenciar palavras semelhantes e criar um circuito fechado entre a percepção auditiva, o entendimento do comando e a execução da ação.

Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda foi testada apenas em animais e não está disponível para uso clínico em humanos. E os cientistas nos surpreendem a cada dia com novas descobertas. Recentemente, pesquisadores da Northwestern University usaram truque de aranhas para medir profundidade em segundos.

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Artigo originalmente publicado em canaltech.com.br
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