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Uzbequistão de Cannavaro revive velho trauma às vésperas de encarar Portugal

Uzbequistão de Cannavaro revive velho trauma às vésperas de encarar Portugal

O Uzbequistão volta ao centro das atenções no torneio ao dividir grupo com Portugal, mas sua relação com a Copa do Mundo carrega uma antiga ferida. Hoje comandada por Fabio Cannavaro, a seleção asiática já viveu um dos episódios mais amargos de sua caminhada rumo ao Mundial, quando uma classificação parecia próxima e acabou escapando por uma decisão contestada da arbitragem.

Na repescagem para a Copa de 2006, o time uzbeque tinha conquistado um resultado que o deixava em posição favorável na disputa. A comemoração, porém, durou pouco: a partida foi anulada por um erro do árbitro, precisou ser repetida e terminou com derrota do Uzbequistão, que viu o sonho de chegar ao Mundial ser adiado mais uma vez.

O caso ganhou ainda mais simbolismo porque Cannavaro, então capitão da Itália campeã naquele ano, esteve muito perto de encontrar a mesma seleção que tentou levar ao Mundial como adversária do torneio que acabaria consagrando sua carreira. Anos depois, ele assume o comando de um elenco que tenta escrever uma história diferente e transformar frustrações antigas em experiência.

Agora, o cenário é outro. O Uzbequistão estreia em um grupo que também tem Portugal e a Colômbia, e a derrota da seleção sul-americana para os colombianos já embolou a disputa pela liderança. Para os uzbeques, o desafio passa por competir com rivais mais tradicionais sem repetir os tropeços que marcaram sua trajetória em outras eliminatórias.

Artigo originalmente publicado em ge.globo.com
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