Graças a revendedores da geração Z e plataformas como Depop, a compra em brechós perdeu suas raízes subcultural e se transformou em um negócio de $350 bilhões
A proprietária da loja vintage Janelle Best tem fuçado em prateleiras de brechós desde os anos 90. Quando começou, segundo ela, havia estigma. "Ou você era um excêntrico, ou era pobre – e eu era um excêntrico."
No início, ela fazia isso para conseguir roupas de palco enquanto tocava em bandas de psych-rock. Depois, em 2005, começou a "revender casualmente" no eBay. Dez anos depois, estava vendendo como Desert Stars Vintage em feiras de rua, e em 2023 abriu uma galeria especializada em vestidos de seda premium em seu apartamento em Williamsburg. Mesmo alguns anos atrás, segundo ela, ainda passava horas em lugares como Goodwill. Os brechós, segundo ela, "eram um prato cheio. Havia tantos achados incríveis." E depois, a compra em brechós virou uma mania nas redes sociais, segundo ela, "e hordas de alunos do ensino médio inundaram. Doze pessoas por caixa. Todo mundo brigando. De repente todo mundo é um revendedor, e em vez de essas crianças saberem intuitivamente o que é bom, estão no celular tentando descobrir se é valioso."