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Você se exercita, mas passa horas sentado? O corpo sente a diferença

Redação Recifes
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Você se exercita, mas passa horas sentado? O corpo sente a diferença

Trocar o sedentarismo por caminhadas, musculação ou dança faz bem em qualquer fase da vida. Mas isso não significa que treinar por 30 ou 60 minutos elimine os impactos de passar muitas horas sentado. O corpo precisa de movimento ao longo do dia para manter a circulação ativa, os músculos funcionando e o metabolismo em ritmo saudável.

Quando a rotina é quase toda feita na cadeira, o organismo entra em um modo de economia. A contração dos músculos das pernas diminui, a queima de energia cai e processos importantes para o controle da glicose e das gorduras no sangue ficam menos eficientes. Em outras palavras: o exercício ajuda, mas não anula completamente o efeito de longos períodos de inatividade.

Esse cenário merece atenção especial na maturidade. Com o avanço da idade, perder pausas de movimento ao longo do dia pode favorecer rigidez, desconforto nas articulações, piora do condicionamento e sensação de cansaço. Mesmo quem já faz academia ou caminhadas pode se beneficiar de pequenas interrupções na postura sentada, como levantar-se, alongar-se e dar alguns passos a cada hora.

A melhor estratégia, portanto, combina exercício regular com menos tempo parado. Vale distribuir o movimento no dia a dia: usar as escadas quando possível, conversar em pé por alguns minutos, fazer tarefas leves entre um compromisso e outro e incluir pausas ativas no trabalho ou em casa. Para a saúde de hoje e do futuro, mexer-se pouco ao longo do dia pode ser tão importante quanto o treino planejado.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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