Wall Street atravessou uma sessão de vai e vem nesta quinta-feira, com os investidores alternando entre apetite por tecnologia e cautela diante de um mercado ainda sensível a ajustes de posição. Ao longo do dia, o S&P 500 chegou a ganhar terreno, enquanto o Nasdaq oscilou em meio à disputa entre o entusiasmo com chips e a fraqueza de grandes nomes de tecnologia.
O centro das atenções ficou com a Micron, que apresentou resultado acima do esperado e mostrou que a demanda por memória segue aquecida no ciclo de inteligência artificial. A companhia reportou receita de US$ 41,46 bilhões e lucro por ação de US$ 25,11, além de projetar um próximo trimestre ainda mais forte, sinal que ajudou a melhorar o humor no setor de semicondutores.
As ações da fabricante de chips avançaram com força e deram fôlego a empresas ligadas a memória, armazenamento e infraestrutura de IA. Mesmo assim, o impulso não foi suficiente para transformar o pregão em uma alta ampla, já que parte do mercado preferiu reduzir exposição após a sequência recente de ganhos em gigantes da tecnologia.
No fechamento, a leitura que prevaleceu foi a de um mercado seletivo: a tese de inteligência artificial continua viva, mas já não basta um único balanço forte para sustentar todo o índice. Para o investidor, o recado é claro: o avanço da bolsa americana segue dependente de um grupo restrito de companhias, enquanto qualquer sinal de pressão sobre margens, preços ou expectativas continua capaz de mudar o rumo do dia.