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Weg (WEGE3) provou que subiu de patamar, e as ações estão em alta; por que reação foi tão positiva, mesmo com queda na receita e no lucro?

Redação Recifes
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Weg (WEGE3) provou que subiu de patamar, e as ações estão em alta; por que reação foi tão positiva, mesmo com queda na receita e no lucro?
Foto: Pedro Inacio / Pexels

A receita caiu, a margem foi menor e até o lucro encolheu. Por que, então, as ações da WEG (WEGE3), líder mundial na fabricação de equipamentos elétricos, estão em alta na bolsa?

Para o Citi, ainda falta brilho nas receitas da empresa de motores e geradores elétricos, principalmente por causa de um ambiente doméstico mais duro.

Mas, na verdade, o mercado esperava uma queda maior. E a manutenção da rentabilidade e do retorno sobre o capital investido, mesmo sem grandes projetos de energia solar no Brasil, saltaram aos olhos dos investidores.

A resiliência da margem Ebitda chamou a atenção do BTG Pactual, que acredita que a empresa entrou em um novo patamar de rentabilidade.

Por volta das 13h, as ações lideravam a ponta positiva do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, com alta de 9,89%.

Como foi o resultado da Weg?

A WEG (WEGE3) reportou lucro líquido de R$ 1,55 bilhão no segundo trimestre, um recuo de 2,1% ante o mesmo período do ano anterior e avanço de 7% sobre o último trimestre.

A receita operacional líquida da WEG recuou 0,6% no ano, para R$ 10,14 bilhões no segundo trimestre de 2026. Na comparação trimestral, no entanto, houve avanço de 7,1%.

Mesmo assim, o mercado esperava uma queda maior. Os números vieram 1,5% acima do Citi e 3% acima das estimativas do BTG. Mais que um resultado acima das expectativas, foi um número "limpo", diz o BTG: não houve receitas não-recorrentes, como no primeiro trimestre, ou ajuda de grandes projetos de longo prazo.

O cenário não é o mesmo para as diferentes regiões em que a companhia opera. Enquanto as vendas domésticas caíram 4,9%, o mercado externo cresceu 2,3%, ou 14,7% em dólar.

A divisão que mais sofreu foi a de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD), principalmente no Brasil. Por aqui, as receitas caíram 23% em relação ao ano anterior, pela falta de grandes projetos de energia solar no trimestre. Essa queda já era amplamente esperada e os analistas esperam que, para o próximo trimestre, a situação esteja normalizada.

Já no mercado externo, essa divisão está em alta: as receitas cresceram 5,8% no trimestre.

Para o Citi, o mercado externo continua sendo o destaque, "com demandas saudáveis tanto por produtos de ciclos mais curtos quanto os mais longos". O banco também menciona o negócio de transmissão e distribuição de energia elétrica dos Estados Unidos.

Por outro lado, as tarifas de importação norte-americanas afetaram negativamente o negócio nos Estados Unidos. Exportadora, a companhia é uma das mais prejudicadas pelo tarifaço, e continuará sendo prejudicada pelo início do novo tarifaço hoje (22).

Além da fraqueza na receita, a empresa também enfrentou um custo mais alto do minério de cobre. O metal condutor é uma matéria-prima essencial para a fabricação de motores elétricos, transformadores e geradores, transformadores e geradores, onde o metal atua como o principal condutor e foi um dos principais destaques do balanço da Vale, por exemplo.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, somou R$ 2,21 bilhões no período de abril a junho, um recuo também de 2,1% na comparação anual. Quando comparado com o último trimestre, há um avanço de 5,2%.

A margem foi a grande estrela do trimestre

Depois de alguns trimestres de resultados mistos, o segundo trimestre de 2026 foi um sucesso, diz o BTG Pactual em relatório. Não um sucesso de grandes proporções, mas que investidores a acreditarem novamente na história de crescimento da Weg.

"Acreditamos que investidores podem voltar a apreciar a combinação poderosa de crescimento e expansão de margem que a Weg entrega historicamente", diz o relatório.

Apesar de todos os percalços, a margem Ebitda veio mais forte que o esperado, de 21,8%, com queda de 0,3 ponto percentual. Mesmo assim, veio 0,7 ponto percentual acima das estimativas do Citi e 0,5 acima do esperado pelo BTG.

A margem Ebitda registrou recuo de 0,3 ponto percentual, a 21,8% no segundo trimestre deste ano.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) também foi maior, de 33,6%, alta de 0,7 ponto percentual, "demonstrando uma forte execução operacional e gerenciamento de custos", diz o Citi em relatório.

"Mais do que isso, a nova margem é uma declaração de um novo patamar de margem para a Weg, mais perto de 22%, em função de um melhor mix de produtos e uma dinâmica de setor mais benéfica", escrevem os analistas do BTG em relatório.

Mas isso não significa que, a partir de agora, não restam mais dúvidas sobre o crescimento da empresa. "A principal questão que resta é avaliar se essa margem se mantem com as novas tarifas implementadas pelos Estados Unidos", declara o banco.

Para o Citi, a recomendação é neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 49. Já para o BTG, a recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 65 para os próximos 12 meses.

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Artigo originalmente publicado em www.seudinheiro.com
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