Wimbledon deu a largada em sua edição de 2026 com um cardápio de peso logo no primeiro dia, reunindo nomes como Jannik Sinner, Aryna Sabalenka e Novak Djokovic em um cenário que já nasce carregado de expectativa. Depois de semanas de ruído fora das quadras, um acordo provisório sobre a disputa de pagamento ajudou a reduzir a tensão antes do início do terceiro Grand Slam da temporada.
No setor feminino, a principal história passa por Sabalenka. Líder do ranking da WTA desde o fim de 2024, a bielorrussa ainda busca converter sua regularidade em domínio efetivo de torneios grandes: ela venceu apenas um Slam nos últimos 18 meses, embora tenha chegado a quatro finais nesse período.
A pressão sobre a número 1 aumentou depois da eliminação nas quartas de final de Roland Garros, no mês passado, quando ela viu a partida escapar de forma abrupta contra Diana Shnaider e perdeu os dez games finais. A frustração foi tamanha que a jogadora chegou a dizer, na ocasião, que pensou em abandonar o tênis, antes de retomar a preparação para a grama londrina.
Em Wimbledon, o desafio é mais amplo do que vencer uma estreia: trata-se de provar que o peso da liderança no ranking pode virar vantagem competitiva em um torneio que não perdoa oscilações. Com estrelas espalhadas pela chave e um clima de abertura já marcado por expectativa alta, a primeira rodada promete medir não apenas forma técnica, mas também resistência emocional.