Zé Augusto traça plano para Parnahyba avançar no Pará: 'Temos que ser corajosos'
<p>Com a vantagem conquistada no primeiro confronto diante do Águia de Marabá, o Parnahyba viaja ao Pará carregando na bagagem não apenas o resultado positivo, mas também uma missão tática bem definida. O técnico Zé Augusto deixou claro que a equipe piauiense não pode se dar ao luxo de administrar passivamente a vantagem conquistada — jogar com excesso de cautela pode ser tão perigoso quanto jogar sem nenhuma.</p><p>Na avaliação do treinador, o segredo para avançar à terceira fase do Campeonato Brasileiro Série D 2026 passa por manter as linhas de marcação elevadas. Para Zé Augusto, baixar o bloco defensivo abriria espaço para o adversário pressionar e criar situações de risco, transformando o que seria um jogo controlável em um pesadelo dentro do estádio do rival. 'Não podemos recuar', sintetizou o comandante ao traçar os princípios da partida de volta.</p><p>Ao mesmo tempo, o técnico ressaltou a importância de aproveitar os momentos certos para explorar o contra-ataque. A leitura de Zé Augusto é que o Águia de Marabá, jogando em casa e precisando reverter o placar, tende a se lançar ao ataque com maior frequência — e é justamente nesse espaço que o Parnahyba pretende ser letal, transitando rápido da defesa para o ataque.</p><p>Mesmo tendo o empate como resultado favorável para a classificação, o Azulino não pretende entrar em campo pensando apenas em não perder. A postura propositiva é parte central da filosofia de Zé Augusto, que acredita que um time que joga para não sofrer acaba atraindo a pressão do adversário de forma inevitável. A intenção é equilibrar solidez defensiva com capacidade de resposta ofensiva.</p><p>O duelo de volta representa um dos momentos mais importantes da temporada para o clube piauiense, que busca se firmar entre as equipes de destaque da Série D. Uma classificação diante de um adversário paraense, fora de casa, seria um sinal claro de evolução e maturidade do grupo comandado por Zé Augusto.</p>
Artigo originalmente publicado em
ge.globo.com