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28 anos depois: como Brasil e Escócia abriram a Copa de 1998 com um clássico histórico

28 anos depois: como Brasil e Escócia abriram a Copa de 1998 com um clássico histórico

Era 10 de junho de 1998 e o Stade de France, em Saint-Denis, vivia sua primeira grande noite. O palco era grandioso demais para um simples jogo de abertura: de um lado, o bicampeão mundial que vinha de conquistar o tetracampeonato em 1994; do outro, a valente Escócia, que via naquele confronto uma chance de escrever uma das maiores zebras da história das Copas. O resultado final, 2 a 1 para o Brasil, não capturou toda a tensão que o jogo teve.

A seleção de Mário Zagallo entrou em campo com uma geração que ainda provoca nostalgia: Ronaldo no auge de sua juventude devastadora, Rivaldo construindo jogadas com elegância, Roberto Carlos e Cafu voando pelas laterais. Foi César Sampaio quem abriu o marcador, aproveitando uma cobrança de escanteio para cabecear com precisão. Parecia que o script seria tranquilo — mas a Escócia de Craig Brown não veio à França para ser coadjuvante.

John Collins converteu uma penalidade com frieza e igualou o placar, calando momentaneamente os brasileiros presentes nas arquibancadas. O empate durou o suficiente para fazer coração acelerar, até que Tom Boyd, ao tentar afastar uma jogada de Cafu, desviou a bola para as próprias redes. Um gol contra cruel que definiria o destino do duelo e, de certa forma, o da própria Escócia na competição — eliminada ainda na fase de grupos.

O Brasil seguiu em frente, atravessando a competição com uma mistura de talento individual e futebol coletivo afinado, até chegar à final contra a anfitriã França. O que aconteceu no Stade de France naquele 12 de julho ainda é envolvido em mistério — Ronaldo convulsionou horas antes do jogo, foi retirado da escalação e depois recolocado, e o Brasil sucumbiu por 3 a 0 para os Bleus de Zidane. O penta ficou para 2002.

Agora, às vésperas da Copa do Mundo de 2026, aquela campanha de 1998 serve como lembrete do quanto o futebol é imprevisível — e de como o Brasil sempre volta. Com sede nos Estados Unidos, México e Canadá, o torneio que se aproxima acende a chama do sonho do hexacampeonato. A abertura contra a Escócia naquela tarde parisiense foi apenas o primeiro capítulo de uma história que a torcida brasileira ainda quer ver completada.

Artigo originalmente publicado em www.bbc.co.uk
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