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Alopecia emocional: quando o estresse ataca o cabelo — e o que isso diz ao corredor

Redação Recifes
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Alopecia emocional: quando o estresse ataca o cabelo — e o que isso diz ao corredor

O estresse não avisa antes de agir. Ele se instala silenciosamente, desregula hormônios, compromete o sono e, em casos como o de Marcele Albuquerque — ex-participante do BBB e figura central do Festival de Parintins —, chega a provocar queda de cabelo. A cunhã-poranga revelou ter desenvolvido alopecia emocional após o período de alta pressão vivido durante o festival, mas comemorou a eficácia do tratamento que conseguiu conter o problema antes que ele avançasse. A história ressoa além dos holofotes: qualquer pessoa submetida a cargas intensas de tensão pode enfrentar o mesmo.

A alopecia emocional, também chamada de eflúvio telógeno, é uma condição em que o estresse agudo ou crônico interrompe o ciclo natural de crescimento dos fios. Os cabelos entram prematuramente na fase de queda, e o resultado aparece semanas ou meses depois do evento estressante — o que dificulta a identificação da causa. Para corredores e atletas em geral, o alerta é duplo: além do estresse psicológico do dia a dia, o overtraining — treinar além da capacidade de recuperação do organismo — gera um estresse fisiológico igualmente capaz de desencadear o problema.

Quem corre com metas ambiciosas, acumula quilometragem sem descanso adequado ou combina treinos pesados com uma rotina profissional exigente está exposto a esse tipo de sobrecarga. O cortisol elevado de forma crônica, hormônio associado ao estresse, interfere na absorção de nutrientes essenciais para a saúde capilar, como ferro, zinco e biotina — elementos que corredores já tendem a perder em maior quantidade pelo suor e pelo esforço físico prolongado.

A boa notícia é que, assim como no caso de Marcele, o eflúvio telógeno costuma ser reversível quando tratado cedo. O caminho passa por identificar e reduzir a fonte do estresse, revisar a periodização dos treinos, garantir aporte nutricional adequado e, se necessário, buscar orientação dermatológica especializada. Suplementação de micronutrientes e ajustes na dieta fazem parte do protocolo recomendado por especialistas para quem está em processo de recuperação.

Mais do que uma questão estética, a queda de cabelo por estresse é um sinal de que o corpo atingiu seu limite. Para o corredor que prega o equilíbrio entre performance e saúde, aprender a reconhecer esses sinais é tão importante quanto respeitar os intervalos de recuperação. O esporte educa o corpo — mas também exige que a mente e o organismo sejam tratados com o mesmo cuidado dedicado a cada passada na pista.

Artigo originalmente publicado em saude.abril.com.br
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