O segundo dia das cerimônias no Irã foi marcado pela ausência de Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo iraniano e nome frequentemente associado às discussões sobre a sucessão política no país. Segundo relatos, ele estaria fora de circulação desde o ataque que acentuou a guerra no Oriente Médio.
A ausência ganhou destaque porque ocorre em um momento de forte pressão sobre a elite iraniana, que tenta manter a imagem de unidade enquanto enfrenta instabilidade interna e confronto externo. Em eventos desse tipo, a presença de figuras centrais costuma ser lida como sinal de força e controle.
Durante as homenagens, participantes voltaram a transformar o rito político em palco de enfrentamento simbólico com os Estados Unidos. Houve pedidos de morte a Donald Trump, em mais um gesto que evidencia o tom de radicalização no discurso público ligado às autoridades iranianas.
Mais do que uma cerimônia de despedida, o episódio acabou servindo como retrato do momento vivido pelo Irã: incerteza nos bastidores, tensão militar na região e disputa aberta por influência, enquanto o país tenta administrar o impacto político da crise.