A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) colocou uma pá de cal nas especulações durante evento político realizado neste sábado (1º): Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado Federal pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. O anúncio foi feito no palco do próprio lançamento da pré-candidatura de Bia — um dia antes da convenção do PL que deve oficializar as chapas do partido.
Com o tom categórico que a caracteriza, Kicis dispensou meias palavras. "Acabou a dúvida", declarou à plateia, explicando que a ausência de Michelle no evento se devia ao fato de ela estar ao lado de Jair Bolsonaro, que segue cumprindo as restrições impostas pela Justiça. Para a deputada, o gesto reforça, e não contradiz, o perfil público da ex-primeira-dama: lealdade acima de tudo.
Do lado de Michelle, porém, o silêncio estratégico prevalece. Sem confirmar publicamente a candidatura, ela tem repetido que sua prioridade no momento é apoiar o marido diante das batalhas jurídicas em curso. O recado é claro para quem quiser ouvir: qualquer movimento político virá no tempo dela, não no dos aliados ansiosos por movimentar o tabuleiro.
O cenário eleitoral do DF ganha contornos cada vez mais definidos com esse anúncio. Uma candidatura de Michelle ao Senado teria peso nacional imediato, transformando a disputa distrital em termômetro do bolsonarismo para 2026. O nome dela carrega capital simbólico e uma base de apoio consolidada — variáveis que o PL claramente quer aproveitar, independentemente do timing preferido pela própria Michelle.
A convenção do partido, marcada para este domingo (2º), deve dar mais clareza ao quadro. Mas, ao menos segundo Bia Kicis, o essencial já foi dito: o nome está na mesa, e voltar atrás seria um recuo de proporções improváveis para o campo conservador às vésperas de um ciclo eleitoral decisivo.
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