Quando David Bowie criou Ziggy Stardust, em 1972, estava inventando muito mais do que um personagem: construía uma linguagem inteiramente nova, feita de corpo, voz e atitude. Mais de cinquenta anos depois, essa linguagem segue provocando artistas das mais variadas áreas — e é justamente dessa inquietação que nasce Ziggy, o espetáculo da Cisne Negro Companhia de Dança que sobe ao palco neste domingo, 12 de julho, às 16h, na praça de conveniência do Sesc Bom Retiro, em São Paulo. A entrada é gratuita.
A Cisne Negro é uma das companhias de dança contemporânea mais respeitadas do Brasil, com décadas de trajetória dedicadas a aproximar a arte coreográfica do grande público. A escolha de Bowie como tema não é casual: o músico britânico, morto em janeiro de 2016, foi um dos artistas que mais dialogou com a performance e com a plasticidade do movimento. Seus videoclipes, seus shows e suas metamorfoses visuais sempre tiveram muito de dança — mesmo quando ele próprio não dançava, seu corpo comunicava.
Em Ziggy, a companhia se debruça sobre esse universo sonoro e imagético para construir uma narrativa coreográfica que não é tributo nostálgico, mas sim conversa viva com uma obra que nunca envelheceu. A apresentação ao ar livre, em espaço público e sem cobrar ingresso, reforça um compromisso que tanto Bowie quanto a Cisne Negro sempre defenderam: a arte como experiência coletiva, acessível, capaz de surpreender quem passa sem nem ter planejado parar.
Para quem quiser garantir um bom lugar, vale chegar com antecedência — espetáculos gratuitos em espaços abertos tendem a reunir público generoso, especialmente quando o nome homenageado tem o alcance de Bowie. O Sesc Bom Retiro fica na Rua Prates, 15, no bairro homônimo, com fácil acesso pelo metrô Tiradentes.