O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente lançaram um edital que prevê R$ 618,75 milhões para restaurar 12,5 mil hectares na Bacia do Rio Doce. A proposta combina recuperação ambiental com atividades produtivas, em um modelo que busca gerar resultados de longo prazo para o território.
A chamada pública vai selecionar até cinco parceiros para executar os projetos. A ideia é reunir capacidade técnica e operacional para ampliar a restauração ecológica em áreas degradadas, ao mesmo tempo em que se estimula o uso sustentável do solo e a recomposição de serviços ambientais essenciais para a região.
Segundo a iniciativa, a recuperação deve priorizar áreas estratégicas da bacia, com foco em recompor vegetação nativa, proteger recursos hídricos e fortalecer a resiliência dos ecossistemas. Além do ganho ambiental, a expectativa é criar bases mais estáveis para atividades ligadas ao campo, integrando conservação e produção.
Para o setor rural, o desenho do edital reforça uma tendência cada vez mais presente no agronegócio: projetos que unem recuperação ambiental, eficiência territorial e geração de valor. Na prática, o movimento pode abrir espaço para modelos mais sustentáveis de uso da terra e para novas oportunidades em cadeias ligadas à restauração.