Enquanto as equipes de resgate avançavam entre os escombros do edifício Petunia, na Venezuela, a sensação dominante entre familiares era de incerteza. Marianella Cremi contou que, mesmo 18 horas depois dos terremotos, ainda havia gritos vindos debaixo da estrutura destruída, o que alimentava a esperança de encontrar sobreviventes.
Entre o medo e a expectativa, parentes de pessoas presas nas ruínas acompanharam cada movimento dos bombeiros e voluntários. A possibilidade de ouvir vozes sob os destroços manteve viva a crença de que o resgate ainda podia mudar o desfecho para algumas famílias.
Em meio ao desespero, mensagens de WhatsApp enviadas por um parente que seguia preso também chegaram a moradores da região. Os recados reforçaram a dimensão humana da tragédia e mostraram que, mesmo em situação extrema, havia quem tentasse manter contato com o mundo lá fora.
O caso do Petunia resume o drama vivido após os tremores: a luta contra o tempo, a angústia de quem espera notícias e a recusa em abandonar a esperança antes da última tentativa de resgate. Para familiares e socorristas, cada som vindo dos escombros pode significar a diferença entre luto e alívio.