Para quem leva uma rotina ativa pela cidade — seja pedalando, caminhando ou usando o transporte público — a alimentação desempenha papel fundamental no bem-estar diário. O feijão, um dos pilares da culinária brasileira, é fonte generosa de proteínas, ferro e fibras, mas pode causar desconforto abdominal quando não é preparado corretamente. A boa notícia é que ajustes simples no processo de cozimento fazem toda a diferença.
O primeiro passo é deixar o feijão de molho em água fria por pelo menos oito horas antes do cozimento. Esse procedimento ajuda a eliminar parte dos oligossacarídeos — compostos que o organismo humano tem dificuldade de digerir e que são os principais responsáveis pela formação de gases. Após o período de molho, descarte a água e lave bem os grãos antes de levar ao fogo. Nunca cozinhe o feijão na mesma água em que ficou de molho.
Durante o cozimento, outra dica valiosa é retirar a espuma que se forma na superfície da panela nos primeiros minutos. Ela concentra substâncias que também contribuem para a má digestão. Cozinhar com ervas como louro, cominho e gengibre não só agrega sabor, como auxilia na digestão do grão. O sal, por sua vez, deve ser adicionado apenas ao final do preparo, pois quando colocado cedo pode endurecer a casca e dificultar o cozimento uniforme.
Quem usa panela de pressão tem uma vantagem: o cozimento sob alta temperatura destrói mais eficientemente as enzimas antinutricionais presentes no feijão. Mesmo assim, vale manter o hábito do molho prévio. Para os que preferem o feijão em lata ou caixinha, recomenda-se escorrer e lavar bem os grãos antes do consumo, reduzindo o líquido de conserva, que é rico em amido e sódio.
Incorporar o feijão com frequência à dieta — e não apenas de vez em quando — também colabora para que o organismo se adapte melhor à digestão do alimento. Com o tempo, o corpo passa a processar as fibras com mais eficiência, diminuindo naturalmente o desconforto. Alimentação de qualidade é combustível para quem está sempre em movimento pela cidade.