O conflito envolvendo o Irã não provocou o estrago imediato que muitos economistas previam, mas deixou um efeito mais persistente e difícil de reverter: a inflação continua pressionada e deve permanecer acima da meta por mais tempo nos Estados Unidos.
Segundo a leitura do FMI, a economia americana mostrou resiliência após o choque no petróleo e a alta da incerteza geopolítica. Ainda assim, o repique de preços já vinha ganhando força antes da escalada militar, e o alívio recente no barril de petróleo não é suficiente para apagar completamente esse impacto.
Na prática, a projeção é de que a inflação norte-americana só volte ao patamar de 2% no fim de 2027. Para o PIB, o cenário segue relativamente estável: o crescimento estimado para 2026 e 2027 permanece em torno de 2,3% e 2,2%, sinal de que o problema principal não é recessão, e sim a persistência do custo de vida.
Para empresas, trabalhadores e áreas de RH, esse tipo de ambiente costuma significar mais cautela na formação de salários, renegociação de contratos e planejamento de orçamento. Mesmo quando a economia evita uma crise maior, a inflação prolongada corrói renda, pressiona custos e mantém a tomada de decisão mais difícil por meses, às vezes por anos.