A Keeta foi denunciada ao Ministério Público do Trabalho sob a acusação de adotar um modelo de gestão que pressiona entregadores a manter ritmo elevado de trabalho. Segundo relatos reunidos na denúncia, o sistema de operação da plataforma estimularia metas de velocidade e produtividade de forma contínua.
O ponto central da queixa é o uso de algoritmos para monitorar o desempenho dos profissionais, o que, na avaliação dos entregadores, cria um ambiente de cobrança permanente. Eles afirmam que essa lógica pode incentivar jornadas mais intensas e decisões apressadas durante as entregas, com impacto direto na segurança e nas condições de trabalho.
Do outro lado, a empresa sustenta que a tecnologia é empregada para melhorar a organização das operações e diminuir riscos. A Keeta argumenta que os mecanismos automatizados ajudam a distribuir pedidos, otimizar rotas e dar mais previsibilidade ao serviço, sem a intenção de impor metas abusivas aos trabalhadores.
O caso reacende o debate sobre os limites da gestão por algoritmos em aplicativos de entrega. À medida que esse modelo se expande no setor, cresce a pressão por regras mais claras sobre transparência, monitoramento e responsabilidade das plataformas em relação às condições impostas aos profissionais.
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