O Rio se despede de Hélio Eichbauer, um dos cenógrafos mais influentes da cena artística brasileira, morto aos 76 anos nesta sexta-feira (20). Ele sofreu um infarto em sua casa, na capital fluminense, e deixa uma trajetória reconhecida pela força visual e pela inventividade em diferentes linguagens.
Ao longo da carreira, Eichbauer atuou no teatro, na música e no cinema, ajudando a construir imagens que se tornaram parte da memória cultural do país. Seu nome é lembrado especialmente pela colaboração em montagens que marcaram época, com destaque para "O rei da vela", encenada em 1967.
Mais do que assinar cenários, ele imprimiu uma linguagem própria ao trabalho de criação, aproximando o design de cena de uma visão artística ampla e moderna. Essa marca fez dele uma referência para gerações de profissionais e para produções que buscavam diálogo entre estética, dramaturgia e experimentação.
O velório de Hélio Eichbauer está marcado para domingo (22), na Capela 8 do Memorial do Carmo, no Rio, das 10h às 16h. A despedida encerra a trajetória de um artista que ajudou a moldar, com originalidade, a paisagem visual do espetáculo brasileiro.