🌊 Negócios em Emersão  ·  Vamos Emergir?  ·  Cadastre-se e ganhe 50 REC de bônus

Movimento contra o câncer: por que o exercício transforma vidas na luta oncológica

Redação Recifes
5 visualizações
Movimento contra o câncer: por que o exercício transforma vidas na luta oncológica

Quando o diagnóstico de câncer chega, o corpo entra em um período de transformação radical. Cirurgias, quimioterapia, radioterapia — cada uma dessas intervenções deixa marcas visíveis e invisíveis. Mas crescente corpo de evidências científicas aponta para uma ferramenta poderosa que muitos pacientes conseguem acessar durante esse percurso: o movimento corporal. Não se trata de um substituto aos tratamentos convencionais, mas de um complemento capaz de reescrever a experiência oncológica.

O mecanismo por trás dessa transformação é mais robusto do que parecia intuição. Durante a quimioterapia, por exemplo, a atividade física moderada ajuda a manter a circulação sanguínea ativa, reduzindo o risco de coágulos e melhorando a entrega de oxigênio aos tecidos. Simultaneamente, o exercício estimula a produção de endorfinas — neurotransmissores que funcionam como analgésicos naturais — atenuando dores crônicas e a fadiga que frequentemente acompanha os protocolos de tratamento. Pesquisas também indicam que pacientes que se mantêm ativos apresentam menor incidência de depressão e ansiedade, dois transtornos psicológicos comuns durante essa jornada.

A recuperação corporal também ganha aceleração. Músculos naturalmente enfraquecidos durante meses de tratamento intenso se reconstroem mais rapidamente quando estimulados regularmente. A densidade óssea, muitas vezes comprometida por certos medicamentos, beneficia-se particularmente de exercícios de força moderados. Além disso, a atividade física regular contribui para a regulação do metabolismo, ajudando pacientes a manter peso saudável — fator importante tanto durante quanto após a remissão.

Claro que a intensidade e o tipo de exercício devem ser personalizados. Uma caminhada leve pode ser tão valiosa quanto uma sessão de musculação supervisionada, dependendo do estágio do tratamento e da capacidade funcional de cada pessoa. O essencial é conversar com a equipe oncológica para definir o que é seguro e recomendado em cada fase. O que a ciência hoje demonstra é que ficar parado não é proteção — é renúncia a uma ferramenta poderosa de autocuidado e recuperação que existe ao alcance.

Histórias como a de pacientes que descobriram no exercício regular um antídoto contra os efeitos colaterais do câncer não são exceções; são cada vez mais a regra confirmada por estudos clínicos rigorosos. Quando o corpo se move, a mente segue. E quando ambos se mexem juntos, a esperança não é apenas emocional — é fisiológica.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
Compartilhar:

Comentários

Seja o primeiro a comentar!