Diante de uma plateia formada majoritariamente por jovens, o padre Roger Luis encerrou o PHN (Projeto Homem Novo) com uma mensagem direta e desafiadora: a santidade não é um destino reservado a poucos eleitos, mas uma convocação universal que exige escolha, perseverança e coragem cotidiana. Sob o tema "Educai-nos para a Santidade", o sacerdote conduziu uma pregação que misturou profundidade espiritual com proximidade pastoral.
Para fundamentar seu chamado, padre Roger Luis recorreu ao legado de Monsenhor Jonas Abib, fundador da Canção Nova, como exemplo concreto de alguém que transformou a própria vida em instrumento de santificação sem abrir mão do contato com a realidade do povo. Abib, relembrou o pregador, não pregava uma fé distante do mundo, mas uma espiritualidade encarnada, capaz de transformar o cotidiano em oportunidade de encontro com Deus.
A pedagogia de Dom Bosco também foi evocada como modelo de acompanhamento juvenil. O método salesiano, centrado na razão, na religião e na amorevolezza — o amor que educa com firmeza e ternura —, foi apresentado como um antídoto ao relativismo que frequentemente esvazia o projeto de vida dos jovens contemporâneos. Para o padre, educar para a santidade significa oferecer aos jovens não apenas regras, mas um horizonte de sentido que faça valer a pena lutar.
O sacerdote destacou que viver em estado de graça não é sinônimo de perfeição imediata, mas de um retorno constante a Deus após cada queda. Essa perseverança, afirmou ele, é a marca dos santos — não a ausência de falhas, mas a recusa de permanecer no pecado. A confissão frequente, a vida sacramental e a oração pessoal foram apontadas como pilares práticos desse caminho.
O encerramento do PHN deixou uma convocação clara: que cada jovem presente assuma a santidade como meta real de vida, não como ideal inatingível, mas como compromisso diário renovado na graça de Deus. Em tempos de tantos apelos contrários, padre Roger Luis lembrou que a Igreja não precisa de jovens perfeitos — precisa de jovens que não desistam.