Um relatório de uma comissão parlamentar de Nova Gales do Sul colocou a procuradora-chefe do estado no centro de uma crise institucional ao concluir que ela teria prestado depoimento falso sob juramento em uma investigação sobre um vazamento à mídia. O caso envolve a divulgação de informações sobre um jovem indígena e reacendeu o debate sobre responsabilidade pública no sistema de justiça australiano.
Segundo o documento, Sally Dowling afirmou que seu escritório havia levado a história à imprensa, mas sustentou que a iniciativa não teria sido autorizada por ela pessoalmente. A comissão, no entanto, entendeu que havia inconsistências suficientes para questionar a veracidade do que foi dito à apuração parlamentar.
O relatório também recomenda que o procurador-geral avalie se existem bases para medidas formais, incluindo a possibilidade de afastamento ou outros encaminhamentos disciplinares. A conclusão elevou a temperatura política em torno de um episódio já sensível, por envolver tanto a atuação da promotoria quanto o tratamento dado a um jovem aborígene.
Mesmo com a gravidade das conclusões, pessoas próximas a Dowling a descreveram como uma servidora de reputação sólida e integridade reconhecida. O impasse agora se desloca para a esfera política e administrativa, onde o governo estadual terá de decidir se transforma as conclusões do relatório em investigação mais ampla ou em ação disciplinar direta.